
Sempre que se fala em Empresa Familiar existe uma tendência que se entenda como sendo um tipo de empresa onde as principais decisões são tomadas de forma a confundir os interesses empresariais com os de cada membro da família, geralmente não considerando a lógica e os princípios administrativos e de negócios.
Esse entendimento nega o sucesso e o profissionalismo desse tipo de empresa e associa a empresa familiar ao empreendimento que não evolui e que tem os seus processos e suas tomadas de decisões sempre conflituosas.
Quando paramos para observar empresas de sucesso de hoje, chegamos a conclusão que muitas delas já foram ou continuam sendo consideradas Empresas Familiares a exemplo da Rede Globo de Televisão, Wal-Mart (Rede Varejista), G. Barbosa, Universidade Tiradentes, Magazine Luiza, entre tantas outras.
Segundo Justin G. Longenecker em seu livro Administração de Pequenas Empresas, trata-se de “empresa na qual dois ou mais membros de uma mesma família são proprietários ou a operam em conjunto ou por sucessão”, o qual reconhece a complexidade das tomadas de decisões, uma vez que envolve uma mistura de valores e interesses familiares e comerciais.
Não se distingue a Empresa Familiar apenas pela propriedade, ou seja, quem são os donos, mas também pela estrutura administrativa, onde os principais cargos são ocupados por membros da família proprietária.
Assim os conflitos existentes na empresa se estendem ao lar e vice-versa, o que pode tornar o convívio entre as partes insustentável pela falta do porto seguro onde possa repor as energias entre um dia e outro.
Podemos elencar vantagens e desvantagens da Empresa Familiar, entre as vantagens citamos:
· O Patrimônio Comum – O patrimônio, os valores a história são compartilhadas, e isso mobiliza um sentimento comum de unidade. Os gestores estão ligados não só por interesses profissionais, mas por laços afetivos. O "capital emocional" induz os familiares a vestir a camisa da empresa muito mais intensamente do que um profissional de fora da família.
· A continuidade de comando - No caso dos herdeiros serem competentes poderão administrar o negócio dando sustentabilidade e continuidade;
· Pressão de Sobrevivência - A motivação por participar de um negócio próprio, e que é fonte de renda da família, é um diferencial muito importante. Pode estimular um elevado senso de responsabilidade, por fazer a empresa dar certo, e maior comprometimento com a busca de resultados.
· Conhecimento mais profundo sobre o executivo sucessor - já que eles são filhos, sobrinhos, netos ou outros tipos de parentes.
· Conhecimento mais profundo dos integrantes - A empresa familiar costuma ser uma referência para os seus integrantes desde a infância. Quando os herdeiros crescem já se sentindo parte do negócio, identificam-se mais prontamente com os problemas e desafios da organização. A tradição de trabalho na organização familiar, quando estabelecida como valor sólido, torna-se um referencial para todos.
· Condições de estabelecer com os clientes fortes relações de credibilidade, confiança e continuidade.
· Melhor capacidade de suportar as dificuldades e amplo conhecimento da empresa.
Já as desvantagens identificadas são:
· A concorrência de poder entre os membros da família gerando uma disputa dos herdeiros pelo poder e pelo controle dos negócios da empresa, onde o grande problema é o nepotismo, pois o que ocorre geralmente é a promoção de parentes por critérios subjetivos e não por merecimento.
· A dificuldade de demissão do executivo sucessor, pois muitas vezes provoca conflitos familiares.
· Dificuldade em separar o ambiente vivido na residência e o ambiente profissional vivido na empresa;
· Uso da estrutura organizacional para fins particulares e impunidade no caso de desobedecer às regras.
O fato da empresa se caracterizar como familiar não define, por si só, o sucesso ou insucesso. Sempre vão ser necessários a existência de regras definidas, comprometimento dos seus integrantes, persistência no trabalho para atingir seus objetivos, amor pelo que faz, e muito mais.
Caso tenha interesse em se aprofundar mais no assunto, recomendamos visitar o site do Instituto da Empresa Familiar, uma ONG com o objetivo de assistir às empresas familiares em www.empresafamiliar.org.br.
8 comentários:
Olá, boa tarde.
Gostei mt desse tema,eu Acho que para uma empresa familiar dar ceto eles tem que ser muito profissional,não misturando seus problemas de casa no trabalho que isso acaba afetando ao colaborador, pois se tem uma falha a ser consertada na empresa eles devem sentar como dois empresários e não como dois irmãos.
Se realmente essas pessoas forem profissionais a empresa pode dar muito certo.
Boa Noite,
Bom o tema é bastante interessante, eu acho que para qualquer empresa dar certo depende da forma que ela é administrada, no caso das empresa familiares eu conheço vários exemplos de sucesso inclusive eu trabalho em uma que já existe a mais ou menos trinta anos e o segredo do sucesso é acima de tudo o profissionalismo, atribuir posições de liderança a pessoas capazes de liderar, nunca agir com o coração e sempre com a razão, e se relacionarem dentro da empresa sempre como funcionários e não como pai e filho, irmãos e etc deixando com os assunto pessoais possam interferir nas decisões que possam mudar o rumo da empresa, eu acredito que dessa forma as empresas familiares podem dar certo sim.
Amei o texto sobre empresa familiar que é um assunto sobremaneira interessante.Este me fez lembrar uma palestra que participei com o palestrante Bernhoeft em Aracaju que foi muito proveitosa, pois o mesmo elencou questões muito satisfatórias sobre o tema.
As empresas familiares precisam estar atentas a todos os detalhes,pois se não buscar estruturar de forma criteriosa suas bases de negócios poderá alcançar o insucesso.
Por serem pessoas da mesma família trabalhando, é necessário que ambos sejam capazes de traçar metas e estratégias coerentes para as atividades que serão desenvolvidas a fim de alcançar os objetivos visados.
Me identifiquei muito com esse tema, ja que a fonte de renda da minha família é uma empresa na qual a maior parte da família trabalha nela. Realmente um dos pontos para minimizar os conflitos é saber distinguir a convivência em casa com a convivência no trabalho afim de melhorar o relacionamento entre as partes.
De acordo com o que vimos no texto e com os meus conhecimentos, uma empresa familiar pode vir a dar certo com certeza desde que haja uma distinção entre os dirigentes com relação a assuntos particulares e empresariais! Valendo salvar que tem que existir tambem aquele espirito empreendedor dos dirigente!
Rodrigo Lisboa de Andrade
Curso - Administração
Materia - Empreendedorismo
Turma - Ciências Contábeis
Trabalhar em família é um questão que gera muita discussão,pois ao mesmo tempo que se torna muito complicado não deixar os laços afetivos interferirem nos negócios,trabalhar ao lado de pessoas que geralmente possuem uma interação forte contigo e um sentimento de "dar o sangue" pela empresa ,é bom.Acho que é necessário certo cuidado nesses casos ,mas a partir do momento que isso for conseguido,é bem provável que estas acabem se destacando no mercado,inclusive com relação as outras não-familiares,como foram apresentados vários exemplos.
Estou cursando o 7º semestre em ciências Contábeis e escolhi para o meu TCC este tema, pois além de ser interessante, também tenho uma empresa familiar onde trabalham marido e dois filhos e nos temos passado por muitos conflitos.
Quero me aprofundar no assunto para descobrir possíveis falhas e quem sabe ajudar outras empresas.
Realmente este é um assunto muito controverso e relativo, pois, acredito que a personalidade e a maneira como cada membro exerga o ambiente e as suas responsabilidades, influenciam nesta questão. Tenho exemplo de um amigo meu que contratou a irmã dele para uma função específica na empresa, porém os dois sempre entravam em conflito, principalmente quando ele a alertava de alguma falha. Eu acredito que em alguns casos a representação de uma hierarquia fica um pouco de lado quando envolve família, pois na maioria das vezes não há distinção entre negócios e emoção.
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